Resistências internas comprometem reforma dos Cuidados Primários, denuncia anterior equipa
Apesar do Ministério da Saúde enaltecer o trabalho da Missão
Resistências internas comprometem reforma dos Cuidados Primários, denuncia anterior equipa
02.06.2008 - 21h17 Margarida Gomes
“Ausência de projecto, resistência à concretização da reforma [dos cuidados de saúde primários], falta de inteligência para entender e gerir aquilo que é inerente a qualquer processo de mudança e incapacidade de estabelecer vias de comunicação e cooperação eficazes com as ARS [Administrações Regionais de Saúde] e pontes com o gabinete ministerial”, são algumas das razões que pesaram no pedido de demissão da anterior equipa da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP) e que constam de um documento a que o PÚBLICO teve acesso.
Neste processo pesou uma outra razão: a “incapacidade pessoal do coordenador Luís Pisco para enfrentar a resistência que os organismos da administração de saúde, muito em particular, as ARS, estava a desenvolver e que previsivelmente se agudizaria contra o papel atribuído pelo Governo à MCSP na coordenação do processo de lançamento e implementação dos ACES [Agrupamentos de Centros de Saúde]”.
Preocupados em explicar “com rigor o que verdadeiramente interessa” e o que os “preocupa relativamente ao desenvolvimento e consolidação da reforma”, os dez elementos da antiga Missão, que se dizem vítimas de um “linchamento mediático” elencam as oito tarefas que a MCSP deveria estar a concretizar, dando cumprimento à resolução do Conselho de Ministros 60/2007, e a um desígnio apontado pelo próprio coordenador, numa sessão pública, realizada em Viseu, em Maio de 2007, com a presença do ministro da Saúde, na qual Luís Pisco disse que 2007 seria “o ano dos ACES (sic).
Resto do artigo em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1330956
EU NÃO ACREDITO EM BRUXAS,
MAS QUE AS HÁ,
ISSO NÃO DUVIDO