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sábado, 12 de abril de 2008

Coordenador dos cuidados de saúde primários apresenta demissão à ministra da Saúde

O coordenador nacional da Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP), Luís Pisco, formalizou a sua demissão à ministra da Saúde na passada terça-feira, por considerar ser “incapaz de levar para a frente a tarefa de reconfiguração dos centros de saúde”.

Na reunião tida na segunda-feira passada com os coordenadores regionais disse, e em relação à implementação dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES): “Somos mais um problema do que solução”.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Relatório



Maioria das consultas em quatro especialidades médicas já são privadas


19.06.2007 - 18h55 PUBLICO.PT
Um relatório que já está na posse do Ministério da Saúde há quatro meses regista que quatro especialidades médicas estão maioritariamente privatizadas e recomenda a extinção ou fim do financiamento pelo Estado dos subsistemas públicos de saúde.
De acordo com o relatório — elaborado pelo grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar medidas que garantam a subsistência do Serviço Nacional de Saúde —, a medicina dentária quase não existe nos serviços públicos, já que mais de 92 por cento das consultas são privadas.Outras das especialidades maioritariamente privadas são a Ginecologia e a Oftalmologia, com uma taxa de privatização na ordem dos 67 por cento. A seguir surgem as consultas de Cardiologia (54 por cento) e de Ortopedia (45,5 por cento). Os autores do documento propõem a redução dos benefícios fiscais em despesas de saúde em sede de IRS; o aumento anual das taxas moderadoras; a revisão do regime de isenções; e a extinção ou fim do financiamento pelo Orçamento do Estado dos subsistemas públicos de saúde, nomeadamente a ADSE. Segundo a notícia da TVI, a oposição parlamentar "está escandalizada" com o facto de o documento ter sido entregue ao ministro há quatro meses e de ainda não ter sido posto a discussão.O relatório está publicado na íntegra no blog do jornalista da TVI Carlos Enes, em http://fragmentosdeapocalipse.blogspot.com/2007/06/o-relatrio-secreto-do-sns-mais-um.html

quinta-feira, 22 de março de 2007

Palavras pra k?

1- esperança de vida à nascença
(o gráfico fala por si)

2 - Ministro da saúde em VILA MOURA (21/03/2007)
a) Agrupamentos de centros de saúde sob a forma de unidades locais de cuidados de saúde primários, onde a governação clínica se possa realizar, virão a dar às USF o enquadramento global e organizado de que elas carecem, superando o tradicional amorfismo técnico-científico de centros de saúde de missão final nunca alcançada.
b) Melhor qualidade clínica pode também facilitar ganhos de eficiência, como têm demonstrado estudos preliminares sobre o desempenho do RRE (regime remuneratório experimental) e das USF.
c) Há um ano atrás, quando aqui estivemos em 8 de Março, o nosso discurso estava baseado em críticas ao passado, acumulado de incertezas, inacção e erros e em promessas. Imensa retórica.
d) Há um ano, prometíamos terçar armas pelo modelo retributivo que desejávamos “generoso e incentivador”. Hoje ele aí está, aprovado em Conselho de Ministros, à espera de negociações já agendadas com os parceiros sociais.
e) Há um ano, comprometíamo-nos a facultar a cada USF instalações novas ou remodeladas, equipamentos, material clínico, sistemas de informação e respectivo apoio, bem como facilidades na mobilidade dos integrantes. Hoje, registamos que cada nova USF nasce acoplada a um sistema de informação, a um sistema de contratualização, a um compromisso com a população que serve, a um compromisso com a sua auto-estima, simbolicamente confirmado em fardamento próprio, logótipo, modelo organizativo específico e orgulho no serviço prestado aos cidadãos. Assistimos em cada nova USF criada a uma pequena festa, os eleitos locais presentes, as forças sociais curiosas, interessadas e colaborantes, os arrebiques e atavios de última hora realizados pelo próprio pessoal com o carinho de quem cuida da casa e de causa própria. Onde pára o anterior modelo burocrático?
f) Os cuidados de saúde primários, por definição, devem estar disponíveis e acessíveis até às 20 ou 22 horas, limite máximo aceitável para uma organização que não rompa a ligação do doente ao seu médico. Depois dessa hora, os cuidados dificilmente se podem considerar familiares, a não ser através de breve contacto telefónico, quando e se pertinente, para passarem a ser vistos como situações de urgência ou emergência e como tal devidamente tratados em localização concentrada e adequada, as verdadeiras urgências, das três modalidades que conhecemos: básicas, médico-cirúrgicas e polivalentes.
g) Mas uma coisa é certa: SAP não é urgência. É uma ilusão da história recente, que importa reconverter gradualmente, para melhor servir os cidadãos.
h) Este sistema consolida e alarga o modelo de incentivos dos médicos a todos os profissionais das USF, potencializando aptidões e competências de cada profissional e premiando o desempenho individual e colectivo, em obediência a objectivos de eficácia, eficiência e acessibilidade aos cuidados de saúde primários. Este modelo remunera os médicos e enfermeiros em função de capitação e por alguns actos específicos, o que permite que se possam rapidamente mudar as prioridades na saúde pública. Este modelo recompensa melhor os profissionais que mantiverem a população com melhores níveis de saúde, porque não retribui apenas segundo o número de consultas, mas premeia a satisfação das pessoas, que tenderão a querer estar inscritas onde se sintam melhor. Significa que tudo aquilo que esteja associado à produtividade dos médicos, como a actividade que desenvolvam além do horário normal de 35 horas semanais, o número de doentes que atendam sobre a sua própria lista, a quantidade de grávidas e doentes crónicos que sigam, entre outras variáveis, corresponderão a valores integrados na remuneração regular de cada médico.
o texto integral aqui

domingo, 18 de março de 2007

A saúde começa pela boca



O decreto-lei que estabelece o regime jurídico das unidades de saúde familiar (USF) e, nomeadamente, o regime de incentivos a atribuir aos seus profissionais, foi aprovado, na generalidade, na reunião do Conselho de Ministros de 1 de Março.
Mas, estranhamente ou talvez não, o projecto de diploma que o ministro Correia de Campos classificou, nesse mesmo dia, em conferência de Imprensa, como «o mais importante» da legislatura na área da Saúde ainda não chegou aos parceiros.
«TM» sabe que este «compasso de espera» de mais de 15 dias gerou um «nervoso miudinho» entre os protagonistas (e antagonistas) da reforma e deu mesmo azo a especulações e boatos. Veja-se, por exemplo, o que escreve o SIM no seu site: «Segundo consta, o aprovado documento poderá estar novamente junto do Ministério das Finanças e da Administração Pública, mais propriamente junto do Senhor Secretário da Administração Pública, para ultimação e ajuste mais fino, o que pode redundar em surpresas. Simédicos apurou serem vários os motivos de dúvida, ganhando maior acuidade os cálculos dos quantitativos remuneratórios alvo de descontos para aposentação (…)».
Fonte do Ministério da Saúde garantiu ao «TM» que o Executivo só está a ultimar o calendário das negociações e que o projecto de diploma deverá ser enviado aos parceiros esta semana.
A confirmar-se a previsão da tutela, o documento chega no timing certo, já que começa esta quarta-feira o encontro magno da Medicina Geral e Familiar. Se estamos perante um simples atraso processual, uma feliz coincidência ou uma jogada táctica, é o que dificilmente saberemos…
in TM 1.º CADERNO de 2007.03.190612361C30507MF11E

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Se estiveres comigo...que se lixe o estudo, as lógicas...









Buzinão contra fecho das urgênciasO protesto estava marcado para as três da tarde, mas ainda antes da hora de almoço, uma carta assinada pela presidente da Câmara do Montijo anunciava um passo atrás na ideia de encerrar as urgências no hospital local. A carta foi distribuída nas barbas dos manifestantes, mas as buzinas já estavam afinadas.TVI - Informação (24/02/2007)
Algumas urgências que iam fechar mantêm-se abertasAs urgências do Montijo estavam incluídas na lista das 15 previstas pela Comissão Técnica para fechar portas. Essa era a recomendação do estudo, mas afinal foi precisamente o contrário do protocolo assinado hoje entre Ministério da Saúde e seis autarquias. A presidente da Câmara do Montijo avança mesmo que nem havia razão para a população sair esta tarde à rua.TVI - Informação (24/02/2007)
Jerónimo de Sousa contra "encerramentos avulsos" das urgênciasJerónimo de Sousa fazia estas declarações à imprensa à margem de um comício realizado hoje no Salão dos Bombeiros Voluntários de Alverca. "Mais valia, em vez de estar a trabalhar à peça, ...RTP - Nacional (24/02/2007)
Marques Mendes: manifestações levaram Governo a recuar no fecho de urgênciasO líder do PSD, Marques Mendes, afirmou hoje que o primeiro-ministro, José Sócrates, “foi obrigado a recuar” na decisão de fechar serviços de urgência porque “teve medo” das manifestações de rua.Público - Política (24/02/2007)
Urgências: Correia de Campos reúne com autarcasO ministro da Saúde preside à assinatura de protocolos com seis municípios com vista à reestruturação da rede de urgências. Um dado confirmado à Lusa por fonte do gabinete de Correia de Campos.Rádio Renascença (24/02/2007)
Urgências: Montijo buzinaDepois de Valença, Vendas Novas e Chaves, agora é a população do Montijo que promete sair à rua em protesto contra o encerramento do serviço de urgências no hospital local.Rádio Renascença (24/02/2007)
Especialidade e urgências à porta seria irresponsávelSeria irresponsável propor um modelo de especialidade e urgências ao pé da porta de cada um, salientou o ministro da Saúde, Correia de Campos, na cerimónia de assinatura de protocolos de cooperação com os municípios de Espinho, Montijo, Fafe, Cantanhede, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros, ()Jornal de Notícias (24/02/2007)
Urgências: Seis autarquias assinam protocolosEspinho, Montijo, Fafe, Catanhede, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros são os seis municípios que assinaram protocolos com o Ministério da Saúde com vista à reestruturação da rede dos serviços de urgências.Correio da Manhã (24/02/2007)
Ministro: Urgências ao pé da porta seriam irresponsabilidadeO ministro da Saúde, Correia de Campos, disse hoje que seria irresponsável propor um modelo de especialidade e urgências ao pé da porta de cada um.Diário Digital (24/02/2007)
Montijo anuncia acordo que garante urgências (act.)A presidente da câmara do Montijo anunciou hoje um acordo entre a autarquia e o Governo que «garante o serviço de urgências» do Hospital Distrital do concelho.Diário Digital (24/02/2007)
Reestruturação da rede de urgênciasEspinho, Montijo, Fafe, Cantanhede, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros assinam acordo com Ministério da SaúdeSic - Vida (24/02/2007)
Urgências: Seis municípios assinam protocolos com (act.)Espinho, Montijo, Fafe, Cantanhede, Santo Tirso e Macedo de Cavaleiros são os seis municípios que hoje assinaram, em Lisboa, com o Ministério da Saúde protocolos com vista à reestruturação da rede de urgências.Diário Digital (24/02/2007)
Seis municípios assinam hoje protocolos sobre as urgências com o GovernoO ministro da Saúde preside hoje à assinatura de protocolos com seis municípios com vista à reestruturação da rede de urgências, disse à Lusa fonte do gabinete de António Correia de Campos.Público - Sociedade (24/02/2007)
Urgências: Seis municípios assinam hoje protocolos com o GovernoSem enumerar quais os municípios que hoje assinam, em Lisboa, os protoc olos com o ministro da Saúde, a mesma fonte confirmou que estão envolvidas autar quias que têm protestado contra as ori...RTP - Nacional (24/02/2007)
Urgências: Seis municípios assinam protocolos com GovernoO ministro da Saúde preside hoje à assinatura de protocolos com seis municípios com vista à reestruturação da rede de urgências, disse à Lusa fonte do gabinete de António Correia de Campos.Diário Digital (24/02/2007)
Câmara do Montijo garante manutenção das urgênciasA Câmara do Montijo está a informar hoje os municípes que alançou um acordo com a Administração Regional de Saúde (ARS), segundo o qual se garante a manutenção dos serviços de urgência do hospital local.Diário Digital (24/02/2007)
Montijo: Utentes promovem buzinão contra fecho de urgênciasA Comissão de Utentes da Saúde do Montijo promove este sábado à tarde um buzinão de protesto contra o encerramento das urgências do hospital do Montijo.Diário Digital (24/02/2007)
Urgências: Montijo buzinaDepois de Valença, Vendas Novas e Chaves, agora é a população do Montijo que promete sair à rua em protesto contra o encerramento do serviço de urgências no hospital local.Rádio Renascença (24/02/2007)
Sócrates chama a si processo do encerramento das urgênciasO primeiro-ministro, José Sócrates, decidiu chamar a si a condução política do processo de encerramento dos serviços de urgência, tentando extinguir o rastilho que o ministro da Saúde, Correia de Campos, ateou quando, esta semana, acusou os autarcas de estarem a contribuir para a fúria das populações.Público - Política (24/02/2007)
Urgências: ministro vai reunir em Março com os autarcas do Alto TâmegaApesar de ter dito que as negociações estavam encerradas, o ministro da Saúde vai reunir com os autarcas do Alto Tâmega no dia 2 de Março.O Primeiro de Janeiro (24/02/2007)




A suspender24 Fevereiro - Defender o Quadrado Só o facto de Sócrates ter centralizado o problema da reorganizaî..
Os perigos das urgências24 Fevereiro - Apontamentos SA O primeiro ministro deu conta de que os protestos contra a reestrut...
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Que grande decepção com o Prof Correia de Campos....24 Fevereiro - a vaca fria O Ministro apresentou um plano de reestruturação das urgência...
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Já está !24 Fevereiro - Saúde SA O ministro da saúde, António Correia de Campos, assinou, hoje (24...
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Marques Mendes: manifestações levaram Governo a recuar no fecho de ...24 Fevereiro - Notícias Publico.PT Primeiro-ministro teve ?medo? da rua. O líder do PSD, Marques ...
Há alguns meses, conversamos aqui sobre um proble...24 Fevereiro - Coimbra'sHá alguns meses, conversamos aqui sobre um problema social que nos...
Argumentário? O que é que justifica?24 Fevereiro - Notas Verbais... do encerramento das urgências para as mãos de S...
Leiria: autarquia pede reabertura do SAP24 Fevereiro - PortugalDiário - Última HoraPedido deve-se à sobrelotação das urgências do hospital.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

De 1 a 20, 100 ou talvez 1000


Citações
Há sintomas que não enganam. E a política da Saúde em Portugal está como o ministro: a contas com uma forte gripe. Mas enquanto a Correia de Campos parece bastar levar um chá para sair da cama e tentar minimizar os danos, já a estratégia do Governo para inverter as consequências dos protestos contra os fechos das Urgências já só lá vai com antibiótico
Filomena MartinsCorreio da Manhã, 22/02/07
A ingenuidade de Correia de Campos é comovente. Primeiro apresenta os factos que sustentam a decisão; a seguir informa o povo de que nada está decidido. Do que estava o ministro à espera senão de muito ruído?
Paulo FerreiraJornal de Notícias, 22/02/07
Este relatório [da reestruturação da rede de Urgências] não se compreende sem estar montado um sistema de transportes [que o complete]
Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos Jornal de Notícias, 22/02/07
[A opção estratégica de Correia de Campos é] decide e depois logo se vê. [A proposta] apareceu de repente, sem grandes explicações e preparação
Manuela Arcanjo, ministra da Saúde no governo socialista de Guterres Ibidem
As unidades de saúde primárias não estão a funcionar, por isso, os doentes recorrem em massa às urgências
José Mateus, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Torres VedrasDiário de Notícias, 21/02/07
As pessoas deslocam-se para onde há centros de decisão. Se ainda retirarmos determinados serviços essenciais [de Urgência] para a qualidade de vida das populações, parece um convite à desertificação
Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de MunicípiosDiário de Notícias, 21/02/07
[O relatório final apresentado pela comissão] é muito pior do que o primeiro, apresentando erros grosseiros e não tendo em conta as opiniões solicitadas aos municípios
João Baptista, presidente da Câmara Municipal de Chaves Diário Digital, 21/02/07
O ministro só tem de dizer afinal onde ficam as urgências, se em Valença ou em Monção
José Luís Serra, presidente da Câmara Municipal de Valença Sol online, 19/02/07
O ministro fez declarações muito graves ao dizer que o presidente da Câmara manipulou a população. É lamentável que o ministro tenha feito declarações desse nível
Idem, ibidem
[José Valença, presidente da Câmara Municipal de Valença] é o único responsável por esta situação [protesto da população contra o fecho das urgências] e tem de acarretar com as consequências
Correia de Campos, ministro da SaúdeRTP, 18/02/07
O maior problema da unidade [Centro Hospitalar de Torres Vedras] é a inexistência de estruturas pré e pós-hospitalares. Mas não há falta de médicos e de camas
José Mateus, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Torres Vedras Diário de Notícias, 21/02/07
Essa medida [remodelação das urgências] pretende melhorar as urgências, a capacidade de atendimento e a resolução dos problemas. É uma medida que tem de ser criada gradualmente. As alternativas confiáveis e seguras têm de ser criadas antes de se fechar qualquer urgência
Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia Correio da Manhã, 18/02/07
As pessoas pensam que precisam de fazer prevenção mas depois, na prática, acham que o Estado tem de apoiar em todas as situações e que tem de haver serviços de saúde prontos para acudir na hora às pessoas, em caso de emergência
Idem, ibidem
Tem de haver transportes equipados para apoiar os doentes
Idem, ibidem
TM 1.º CADERNO de 2007.02.260712331C18407TM08a