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domingo, 18 de maio de 2008

Passeio

Levantei-me de madrugada, percorri umas centenas de quilómetros.
Ao fim do dia senti-me estranho, febril, com arrepios.
Não tinha levado nem a mala de urgência, nem o livro de receitas.
Fui à urgência do Hospital da região.
-" O Sr devia ir ao sacu do CS"
-" mas eu não sou de cá, e além do mais se o Sr PM em igualdade de queixas foi ao SU do Hospital de Stº António do Porto e até lhe receitaram um antibiótico, tenho direito e exijo o mesmo atendimento/tratamento" - dixe

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até parece continuação do post anterior
GRANDAPORTUGALE

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assim como assim, uma ajudita ao dito cujo em: http://www.dgs.pt/?cr=12637

segunda-feira, 10 de março de 2008

Porra, Carago

1 - A concentração dos serviços de saúde e a deficiente rede de estradas e transportes torna num calvário a vida de muitos doentes do distrito de Bragança, que perdem em penosas deslocações os benefícios dos tratamentos que recebem cada vez mais longe de casa. A situação é "preocupante e merece reflexão", alerta Berta Nunes, coordenadora da sub-região de Saúde de Bragança, que diz ainda que as distâncias são agravadas pela deficiente rede de estradas e de transportes públicos e estão a "pôr em causa a equidade no acesso aos cuidados de saúde e a penalizar sobretudo os idosos e os mais carenciados".
"O que ganham aqui [em tratamentos] muitas vezes perdem-no no caminho, é um desconforto, mas eu não sei o que fazer", reconhece, em declarações à Lusa o administrador do Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE), Fernando Alves.

FICOU COM ALGUMA IDEIA? ENTÃO EXPLIQUE O PONTO SEGUINTE

2 - No distrito de Bragança são oito as urgências dos centros de saúde que devem ser extintas no início do Verão de 2008, e isso terá já sido assumido pela ministra Ana Jorge, que mantém a política de considerar os cuidados primários como sendo prioritários, apostando na criação de Unidades de Saúde Familiar.

terça-feira, 27 de março de 2007

O véu



Há 70 SAP´s que estão abertos de noite,
todos com menos de dez atendimentos por noite, e a média de 3,4 atendimentos”,
afirma o ministro da Saúde que não esclarece se os 70 serviços nocturnos dos SAP´s vão ser encerrados,
mas refere que os 70 médicos desses serviços representam menos 1400 consultas no dia seguinte.

sábado, 3 de março de 2007

E o tempo de espera vai aumentar



...quando, em vez de várias portas, passamos a dispôr de uma única (e a sala não cresceu)!
1- PENICHE Urgências/Peniche:Mais de 2 mil apoiaram Câmara contra fechoMais de duas mil pessoas apoiaram hoje a autarquia de Peniche na defesa da manutenção da urgência básica do hospital daquela cidade, contrariamente à proposta da comissão de peritos que estudou a reestruturação das urgências hospitalares.Diário Digital (03/03/2007 18:03) Peniche: mais de 2 mil contra fecho de urgênciasProposta da comissão de peritos aponta para encerramentoPortugal Diário (03/03/2007 18:03) Urgências/Peniche:Mais de 2 mil pessoas apoiaram hoje Câmara contra fechoO encerramento da urgência básica do hospital S. Gonçalves Telmo de Peniche foi também contestada pelos autarcas de todas as forças políticas locais - CDU,PS,PSD - que se fizeram hoje represent...RTP - Nacional (03/03/2007 17:03) Mais de 2 mil pessoas apoiaram Câmara de Peniche contra fecho da urgência b...O encerramento da urgência básica do hospital S. Gonçalves Telmo de Peniche foi também contestada pelos autarcas de todas as forças políticas locais - CDU,PS,PSD - que se fizeram hoje represent...RTP - Nacional (03/03/2007 17:03)
2 - RÉGUA Urgências/Régua:500 pessoas em debate reivindicam manutenção urgênciaO salão nobre da Casa do Douro acolheu cerca de 500 pessoas, entre os quais os presidentes das três autarquias da área de influência do D.Luíz I, designadamente Nuno Gonçalves (PSD), da Régua, Mar...RTP - Nacional (02/03/2007 00:03)
3 - Valença
4 - etc

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Kaskalsasnamão


Sócrates chama a si processo do encerramento das urgências
24.02.2007 - 10h32 Margarida Gomes, Filomena Fontes

O primeiro-ministro, José Sócrates, decidiu chamar a si a condução política do processo de encerramento dos serviços de urgência, tentando extinguir o rastilho que o ministro da Saúde, Correia de Campos, ateou quando, esta semana, acusou os autarcas de estarem a contribuir para a fúria das populações.
Ontem, Sócrates esteve reunido, durante toda a manhã, com Correia de Campos, acertando uma estratégia que tem um objectivo óbvio: pacificação. À tarde, o ministro reuniu-se com os presidentes das administrações regionais de saúde.
Hoje, em Lisboa, alguns dos presidentes de câmara dos 15 concelhos incluídos no estudo técnico que prevê o encerramento de serviços de urgência deverão assinar protocolos de cooperação com o Ministério da Saúde. Nestes é definida (caso a caso) a rede de assistência de saúde pública e são estabelecidas contrapartidas.
Estas novas regras, que resultam de um despacho pessoal do ministro da Saúde, podem passar pelo reforço de alguns meios técnicos e de apoio ao transporte de doentes, alargamento de horários nos serviços de atendimento permanente (SAP) e a eventual manutenção do actual número de médicos. Tudo para contrariar a ideia de que as populações podem perder serviços ou condições de assistência neste processo de reestruturação.
À hora do fecho desta edição, não era ainda conhecido o número exacto de municípios que estavam dispostos a comprometer-se com um protocolo, sendo seguro, no entanto, que a taskforce que Sócrates organizou para responder à crise se empenhava em captar para esta solução o maior número possível de autarcas, não apenas do PS mas também do PSD.
Ao que o PÚBLICO apurou, ao fim da tarde de ontem, as câmaras de Fafe e Santo Tirso, ambas de maioria socialista, teriam já aceite os termos do protocolo, mas havia outras, como Peso da Régua, liderada pelo social-democrata Nuno Gonçalves, que adiavam uma posição para a próxima segunda-feira. Discordando da reestruturação revelada pelo Governo, o presidente da Câmara da Régua disse ao PÚBLICO que será apresentada uma contraproposta, depois de ser sufragada em reunião do executivo.
“A proposta do ministério é uma forma de mascarar o encerramento do serviço de urgência”, justificou o autarca, rejeitando a possibilidade de a urgência hospitalar vir a funcionar com médicos de família dos centros de saúde, entre as 9h00 e as 24h00.
Mais reservado se mostrou Beraldino Pinto, o social-democrata que preside à Câmara de Macedo de Cavaleiros. Contestando o relatório técnico, o autarca garante que está aberto a conversações com o Ministério da Saúde e não fala das eventuais contrapartidas que Correia de Campos lhe terá apresentado.

Sinal vermelho em S. Bento
Com o país na rua a protestar contra o encerramento de urgências e a controversa prestação de Correia de Campos nas televisões, logo após as manifestações de Valença e de Chaves, quando acusou os autarcas de estarem a contribuir para o alarme popular, o sinal vermelho acendeu-se em S. Bento.
Preocupado com a amplifiação dos protestos no país, Sócrates viu aberta mais uma frente de contestação no Parlamento.
Anteontem, PCP e PSD consideraram “inaceitáveis” as “ameaças” feitas pelo ministro da Saúde e os sociais-democratas acusavam mesmo Correia de Campos de “promiscuidade” partidária por ter recebido o presidente da Câmara da Régua, acompanhado por um deputado socialista. E ontem o BE zurzia no plano, denunciando que este “aumenta as dificuldades de acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde e diminui a qualidade do atendimento prestado às populações”. Com o perigo real de a situação ficar fora de controlo, Sócrates decidiu agir. Consciente de que o ataque político no Parlamento iria inevitavelmente recair sobre as mexidas na saúde, o primeiro- ministro joga na antecipação. Na próxima semana, haverá o habitual debate mensal com o Governo na AR e Sócrates quer desarmar ofensivas. O PSD já anunciou que a saúde será o tema forte da sua agenda política nos próximos tempos e aproveitará a presença do chefe do Governo para tentar fazer vingar os seus argumentos de que as políticas seguidas pelo Executivo socialista excluem os mais pobres. Nos restantes partidos da oposição, a contestação está também à espreita. Os protocolos que hoje deverão ser assinados são apenas uma parte da estratégia que visa provar que, ao contrário do que a oposição diz, a reestruturação dos serviços de urgência servirá para o reforço das condições de socorro e emergência às populações. Resta saber como é que Correia de Campos sobreviverá a mais esta barragem política, quando já há no PS quem reclame a sua substituição.

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O meu comentário:

OHoHoH

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

De 1 a 20, 100 ou talvez 1000


Citações
Há sintomas que não enganam. E a política da Saúde em Portugal está como o ministro: a contas com uma forte gripe. Mas enquanto a Correia de Campos parece bastar levar um chá para sair da cama e tentar minimizar os danos, já a estratégia do Governo para inverter as consequências dos protestos contra os fechos das Urgências já só lá vai com antibiótico
Filomena MartinsCorreio da Manhã, 22/02/07
A ingenuidade de Correia de Campos é comovente. Primeiro apresenta os factos que sustentam a decisão; a seguir informa o povo de que nada está decidido. Do que estava o ministro à espera senão de muito ruído?
Paulo FerreiraJornal de Notícias, 22/02/07
Este relatório [da reestruturação da rede de Urgências] não se compreende sem estar montado um sistema de transportes [que o complete]
Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos Jornal de Notícias, 22/02/07
[A opção estratégica de Correia de Campos é] decide e depois logo se vê. [A proposta] apareceu de repente, sem grandes explicações e preparação
Manuela Arcanjo, ministra da Saúde no governo socialista de Guterres Ibidem
As unidades de saúde primárias não estão a funcionar, por isso, os doentes recorrem em massa às urgências
José Mateus, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Torres VedrasDiário de Notícias, 21/02/07
As pessoas deslocam-se para onde há centros de decisão. Se ainda retirarmos determinados serviços essenciais [de Urgência] para a qualidade de vida das populações, parece um convite à desertificação
Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de MunicípiosDiário de Notícias, 21/02/07
[O relatório final apresentado pela comissão] é muito pior do que o primeiro, apresentando erros grosseiros e não tendo em conta as opiniões solicitadas aos municípios
João Baptista, presidente da Câmara Municipal de Chaves Diário Digital, 21/02/07
O ministro só tem de dizer afinal onde ficam as urgências, se em Valença ou em Monção
José Luís Serra, presidente da Câmara Municipal de Valença Sol online, 19/02/07
O ministro fez declarações muito graves ao dizer que o presidente da Câmara manipulou a população. É lamentável que o ministro tenha feito declarações desse nível
Idem, ibidem
[José Valença, presidente da Câmara Municipal de Valença] é o único responsável por esta situação [protesto da população contra o fecho das urgências] e tem de acarretar com as consequências
Correia de Campos, ministro da SaúdeRTP, 18/02/07
O maior problema da unidade [Centro Hospitalar de Torres Vedras] é a inexistência de estruturas pré e pós-hospitalares. Mas não há falta de médicos e de camas
José Mateus, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Torres Vedras Diário de Notícias, 21/02/07
Essa medida [remodelação das urgências] pretende melhorar as urgências, a capacidade de atendimento e a resolução dos problemas. É uma medida que tem de ser criada gradualmente. As alternativas confiáveis e seguras têm de ser criadas antes de se fechar qualquer urgência
Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia Correio da Manhã, 18/02/07
As pessoas pensam que precisam de fazer prevenção mas depois, na prática, acham que o Estado tem de apoiar em todas as situações e que tem de haver serviços de saúde prontos para acudir na hora às pessoas, em caso de emergência
Idem, ibidem
Tem de haver transportes equipados para apoiar os doentes
Idem, ibidem
TM 1.º CADERNO de 2007.02.260712331C18407TM08a