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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

´São brancos... entendam-se!


Rede de urgências hospitalares
No Prós e Contras desta noite Correia de Campos beneficiou da melhor sessão de esclarecimento que poderia ter a favor da sua reforma das urgências. A presença dos dois representantes da comissão técnica foi essencial para mostrar os enormes benefícios da reforma e a falta de fundamento da sua contestação. A estratégia ministerial de oferecer compensações a quem perde os SAP sem ser contemplado com uma urgência básica é francamente bem sucedida, como ficou patente pelos testemunhos de alguns presidentes de câmara municipal. Para os recalcitrantes ficou a alternativa: ou entram em negociações e obtêm alguma contrapartida, ou prosseguem a contestação e ficam sem nada...
[Publicado por vital moreira]

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Faz algum sentido que...
...os municípios adquiram participações em empresas privadas gestoras de unidades do SNS sediadas na sua área territorial? Os municípios têm, ao menos, alguma competência em matéria de cuidados de saúde diferenciados? Esta iniciativa não tem todo o ar de um "frete" financeiro à referida empresa privada? O Tribunal de Contas não deveria ter uma palavra a dizer sobre estes "investimentos" municipais?
[Publicado por vital moreira]

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... O aumento do desemprego foi outro assunto que motivou uma acesa troca de palavras entre o líder social-democrata e o primeiro-ministro, com Marques Mendes a recordar que, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, no último trimestre de 2006 a taxa de desemprego atingiu os 8,2 por cento, o que corresponde a "453 novos desempregados por dia" ao longo desses três meses.
"Isto é um desastre social", salientou Marques Mendes.
Na resposta, José Sócrates preferiu-se centrar-se nos dados relativos ao emprego, assinalando o aumento de 0,7 por cento verificado durante o ano de 20 06, que permitiu a criação de 37 mil novos empregos, o que acabaria por levar Marques Mendes a acusar o primeiro-ministro de estar a ser "autista".
"Não acha que está a ser autista? Não vê que a taxa de desemprego está a subir? Deve ser o único português que não vê", referiu Marques Mendes.
"O desemprego não se elimina por decreto", respondeu José Sócrates.
Relativamente à reestruturação das forças de segurança anunciada pelo primeiro-ministro na abertura do debate mensal, Marques Mendes reconheceu a necessidade de modernizar e reorganizar o sector.
"Acompanhamos o Governo nessa preocupação", disse, considerando positiva a manutenção da autonomia da PSP e da GNR, mas alertando para o "especial cuidado" com que terá de ser conduzida a integração da Brigada de Trânsito e para a necessidade de "não descorar" o interior do país.
"Espero que esta reestruturação seja feita com mais inteligência, mais sensatez e menos disparates que a reestruturação das urgências", disse Marques Mendes.
RTP/Agência LUSA
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Numa reunião com o Presidente da Suíça, o primeiro-ministro português apresentou-lhe os seus ministros:- Este é o ministro da Saúde, este é o ministro dos Negócios Estrangeiros, esta é a ministra da Educação, este é o ministro da Justiça, este é o ministro das Finanças…
Chegou a vez do Presidente da Suíça:- Este é o Ministro da Saúde, este é o Ministro dos Desportos, este é o da Educação, este o da Marinha…
Nessa altura, com ar emproado, José Sócrates começou a rir:- Ha! Ha! Ha!…. Para que é que têm um Ministro da Marinha, se o vosso País não tem mar?
O Presidente da Suíça faz um ar digno e respondeu:- Não seja inconveniente. Quando apresentou os seus ministros da Educação, da Justiça e da Saúde, também não me ri.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

De 1 a 20, 100 ou talvez 1000


Citações
Há sintomas que não enganam. E a política da Saúde em Portugal está como o ministro: a contas com uma forte gripe. Mas enquanto a Correia de Campos parece bastar levar um chá para sair da cama e tentar minimizar os danos, já a estratégia do Governo para inverter as consequências dos protestos contra os fechos das Urgências já só lá vai com antibiótico
Filomena MartinsCorreio da Manhã, 22/02/07
A ingenuidade de Correia de Campos é comovente. Primeiro apresenta os factos que sustentam a decisão; a seguir informa o povo de que nada está decidido. Do que estava o ministro à espera senão de muito ruído?
Paulo FerreiraJornal de Notícias, 22/02/07
Este relatório [da reestruturação da rede de Urgências] não se compreende sem estar montado um sistema de transportes [que o complete]
Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos Jornal de Notícias, 22/02/07
[A opção estratégica de Correia de Campos é] decide e depois logo se vê. [A proposta] apareceu de repente, sem grandes explicações e preparação
Manuela Arcanjo, ministra da Saúde no governo socialista de Guterres Ibidem
As unidades de saúde primárias não estão a funcionar, por isso, os doentes recorrem em massa às urgências
José Mateus, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Torres VedrasDiário de Notícias, 21/02/07
As pessoas deslocam-se para onde há centros de decisão. Se ainda retirarmos determinados serviços essenciais [de Urgência] para a qualidade de vida das populações, parece um convite à desertificação
Fernando Ruas, presidente da Associação Nacional de MunicípiosDiário de Notícias, 21/02/07
[O relatório final apresentado pela comissão] é muito pior do que o primeiro, apresentando erros grosseiros e não tendo em conta as opiniões solicitadas aos municípios
João Baptista, presidente da Câmara Municipal de Chaves Diário Digital, 21/02/07
O ministro só tem de dizer afinal onde ficam as urgências, se em Valença ou em Monção
José Luís Serra, presidente da Câmara Municipal de Valença Sol online, 19/02/07
O ministro fez declarações muito graves ao dizer que o presidente da Câmara manipulou a população. É lamentável que o ministro tenha feito declarações desse nível
Idem, ibidem
[José Valença, presidente da Câmara Municipal de Valença] é o único responsável por esta situação [protesto da população contra o fecho das urgências] e tem de acarretar com as consequências
Correia de Campos, ministro da SaúdeRTP, 18/02/07
O maior problema da unidade [Centro Hospitalar de Torres Vedras] é a inexistência de estruturas pré e pós-hospitalares. Mas não há falta de médicos e de camas
José Mateus, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Torres Vedras Diário de Notícias, 21/02/07
Essa medida [remodelação das urgências] pretende melhorar as urgências, a capacidade de atendimento e a resolução dos problemas. É uma medida que tem de ser criada gradualmente. As alternativas confiáveis e seguras têm de ser criadas antes de se fechar qualquer urgência
Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia Correio da Manhã, 18/02/07
As pessoas pensam que precisam de fazer prevenção mas depois, na prática, acham que o Estado tem de apoiar em todas as situações e que tem de haver serviços de saúde prontos para acudir na hora às pessoas, em caso de emergência
Idem, ibidem
Tem de haver transportes equipados para apoiar os doentes
Idem, ibidem
TM 1.º CADERNO de 2007.02.260712331C18407TM08a