sexta-feira, 16 de março de 2007
O Ministro da Saúde anunciou que seguiu hoje para a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) um projecto de protocolo para a discussão conjunta da reestruturação dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP).
Questionada sobre se a gestão dos centros de saúde poderá passar para os municípios, Carmen Pignatelli disse que não, embora reconheça que esta «envolve representantes de municípios ou associações de municípios.
quarta-feira, 14 de março de 2007
Governo alternativo
Sorosdoa 3 milhões de dólares para combate à tuberculose super-resistente
Washington - O multimilionário norte-americano George Soros anunciou hoje um donativo de três milhões de dólares para combater a tuberculose super-resistente em África.
Soros apelou também aos países ricos para que se mobilizem contra esta infecção, frequentemente mortal para os seropositivos. Esta donativo, efectuado por intermédio da sua organização de caridade Instituto Sociedade Aberta, vai financiar um projecto de tratamento deste tipo de tuberculose, chamado de XDR-TB, em pessoas igualmente infectadas pelo vírus da Sida no Lesoto. Os autores deste projecto esperam que venha depois a ser adoptado noutros países pobres. Este tipo de tuberculose super-resistente é frequentemente mortal nos doentes também infectados pelo vírus da Sida. A organização de caridade norte-americana "Parceiros na Saúde e o Hospital Brigham para Mulheres, em Boston, participam também nesta iniciativa. Juntas, as organizações apelaram a que os países ricos desbloqueiem os fundos necessários para travar esta crise sanitária, potencialmente devastadora.
Em Setembro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou 53 casos de XDR-TB na África do Sul, 52 dos quais mortais. A maioria dos doentes era também seropositiva. A taxa de mortalidade desencadeou o alarme dos responsáveis sanitários mundiais. Actualmente, mais de 300 casos foram diagnosticados e pelo menos 30 novos casos são registados mensalmente na África do Sul. Segundo as ultimas estimativas, este tipo de tuberculose super-resistente mata 85 por cento das pessoas seropositivas. A OMS estima serem necessários 650 milhões de dólares para combater esta nova forma virulenta de tuberculose. Segundo George Soros, a tuberculose XDR-TB ameaça os progressos realizados nos últimos anos na luta contra sida, sobretudo na África Sub-Sariana onde foi efectuada uma distribuição mais alargada de anti-retrovirais e se iniciaram medidas de prevenção. "A tuberculose super-resistente é actualmente considerada como sendo uma condenação à morte (para os seropositivos) mas isso pode ser evitado, declarou Soros. Além da África do Sul, cinco mil casos de tuberculose ultra-resistente foram até hoje diagnosticados em 18 outros países mas com uma mortalidade menos galopante. Em 2005, foram registados nove milhões de novos casos de tuberculose.
Segundo a OMS, são necessários cinco mil milhões de dólares para reforçar o controlo da infecção em 2007.
Agência LUSA
Publicado por lisboa dakar às 23:15 0 comentários
Refs: super-resistente, tuberculose, XDR-TB
segunda-feira, 12 de março de 2007
Ajeitadinho

O Santuário da Senhora da Saúde,
pequenino,
pobrezinho,
azulinho e branco de cal,
com um sininho,
mas sem torre real,
tal saúde de Portugal.
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ALEIJADINHOS:
O bastonário da Ordem dos Médicos dá 2 a Correia de Campos. O ministro enfrentou "constrangimentos, mas também (teve) grandes apoios da área económica e suporte do Governo", considera Pedro Nunes. As reformas "complicaram em vez de facilitar. Nas urgências, terminou a negociar com as autarquias, que é a única coisa que não se deve fazer. Nas maternidades, afastou o apoio dos médicos", acrescenta.
"O ministro governa por impulsos, uns bons, outros nem por isso, outros maus", diz Merlinde Madureira, da Federação dos Médicos. A política do ministro é "demasiado errática para ser possível atribuir-lhe uma nota". Concorda com a criação das unidades de saúde familiar, está "contra a forma como se faz o encerramento de serviços" e "gostaria de ter a certeza de que as maternidades privadas estão sujeitas às mesmas regras impostas como mínimas para o funcionamento das públicas".
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses dá nota 2. "Independentemente das reformas que é necessário fazer, redundaram em menos acesso à saúde. Com a redução de efectivos, há serviços que não têm dotação adequada", diz Guadalupe Simões. As reformas "não acautelaram as necessidades das pessoas nem mantêm a confiança dos cidadãos no SNS".
"O ministro governa por impulsos, uns bons, outros nem por isso, outros maus", diz Merlinde Madureira, da Federação dos Médicos. A política do ministro é "demasiado errática para ser possível atribuir-lhe uma nota". Concorda com a criação das unidades de saúde familiar, está "contra a forma como se faz o encerramento de serviços" e "gostaria de ter a certeza de que as maternidades privadas estão sujeitas às mesmas regras impostas como mínimas para o funcionamento das públicas".
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses dá nota 2. "Independentemente das reformas que é necessário fazer, redundaram em menos acesso à saúde. Com a redução de efectivos, há serviços que não têm dotação adequada", diz Guadalupe Simões. As reformas "não acautelaram as necessidades das pessoas nem mantêm a confiança dos cidadãos no SNS".
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AVISADINHO:
Alguns líderes de distritais do PS aplaudem os dois anos de mandato do Governo, embora critiquem a forma como o sector da Saúde tem sido conduzido. Os socialistas esperam ainda que José Sócrates não esqueça o país durante a presidência portuguesa da UE.
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SENTADINHO:
O Presidente da República disse ter uma expectativa «muito positiva» em relação à presidência portuguesa da União Europeia, a acontecer no segundo semestre de 2007, contudo, advertiu que essa tarefa não pode «fazer esquecer» os problemas que se estão a viver em Portugal.
Publicado por lisboa dakar às 22:21 1 comentários
sábado, 10 de março de 2007
Sekus komo o bakalhau
Dentro em breve, centenas, talvez milhares de portugueses vão chorar SAL, pois em resultado da sua passagem ao quadro dos que não fazem falta, vão ficar secos como o bacalhau.
Excedem, carago!
Publicado por lisboa dakar às 22:42 0 comentários
Refs: trabalhadores
sexta-feira, 9 de março de 2007
Freguesias e cons(c)elhos
Quatro juntas de freguesias da Maia lançam em Abril um serviço de medicina e enfermagem ao domicílio, a preços reduzidos, para acabar com a imagem «degradante» dos utentes que madrugam para «esmolar» consulta, disse hoje fonte autárquica, noticia a Lusa.
O acesso ao serviço implica o pagamento de uma mensalidade de dois euros e os domicílios custam entre três euros (enfermagem) e cinco (medicina geral). A iniciativa pertence à Associação de Freguesias do Vale do Leça (Avale), que congrega as freguesias de Águas Santas, Gueifães, Milheiros e Pedrouços.
Dos 53 mil habitantes das quatro freguesias (metade da população do concelho da Maia), 18 mil não têm médico de família, apesar da existência de uma densa rede de centros de saúde, constituída por cinco unidades.
«Com a introdução deste serviço, queremos acabar com a imagem degradante de pessoas que se levantam às cinco da manhã para esmolarem uma consulta de vaga no centro de saúde, como se fosse pedintes», afirmou à Lusa o presidente da Avale, Mário Gouveia.
População adere
O autarca perspectiva que 20 mil dos 53 mil habitantes das quatro freguesias adiram ao serviço, que vai custar 500 mil euros/ano, mas que se prevê gere receitas suficientes para cobrir a despesa.
«A não ser que haja epidemia, as receitas vão ser suficientes», frisou. Para incentivar a adesão ao serviço, a Avale iniciou uma campanha de distribuição, porta a porta, de fichas de inscrição e prospectos explicativos. «Só na minha freguesia, que tem cinco mil habitantes, já aderiu 30 por cento da população», disse Mário Gouveia.
Numa primeira fase, o serviço vai funcionar em dois pólos - Pedrouços/Águas Santas e Gueifães/Milheiros - com um médico e um enfermeiro por equipa, apoiados por uma viatura. Dois meses depois, a Avale vai lançar uma clínica para cuidados médicos de especialidade, que ficará instalada na sede da Junta de Freguesia de Milheiros.
Medicina dentária, cardiologia, oftalmologia, ginecologia e obstetrícia são algumas das especialidades a cobrir, numa selecção que considerou as maiores lacunas no serviço prestado pelos centros de saúde.
Médicos trabalham por solidariedade
Alguns dos profissionais de saúde já recrutados «são amigos dos nossos amigos» e outros foram escolhidos na sequência de um anúncio de jornal, explicou Mário Gouveia. «De todo o modo, são todos profissionais que estão no projecto numa perspectiva de solidariedade», sublinhou.
Os primeiros pagamentos aos profissionais serão feitos por serviço prestado, mas o presidente da Avale equaciona fixar uma avença. Nas suas declarações à Lusa, Mário Gouveia considerou «inevitável» que todas as outras autarquias venham a assumir, por delegação, a gestão dos cuidados de saúde primários.
«Só espero que essas competências não fiquem centralizadas nas câmaras. Está provado que as juntas de freguesia ou associações de freguesias podem exercer melhor essa função, porque estão mais próximas das populações», sustentou o presidente da Avale.
O acesso ao serviço implica o pagamento de uma mensalidade de dois euros e os domicílios custam entre três euros (enfermagem) e cinco (medicina geral). A iniciativa pertence à Associação de Freguesias do Vale do Leça (Avale), que congrega as freguesias de Águas Santas, Gueifães, Milheiros e Pedrouços.
Dos 53 mil habitantes das quatro freguesias (metade da população do concelho da Maia), 18 mil não têm médico de família, apesar da existência de uma densa rede de centros de saúde, constituída por cinco unidades.
«Com a introdução deste serviço, queremos acabar com a imagem degradante de pessoas que se levantam às cinco da manhã para esmolarem uma consulta de vaga no centro de saúde, como se fosse pedintes», afirmou à Lusa o presidente da Avale, Mário Gouveia.
População adere
O autarca perspectiva que 20 mil dos 53 mil habitantes das quatro freguesias adiram ao serviço, que vai custar 500 mil euros/ano, mas que se prevê gere receitas suficientes para cobrir a despesa.
«A não ser que haja epidemia, as receitas vão ser suficientes», frisou. Para incentivar a adesão ao serviço, a Avale iniciou uma campanha de distribuição, porta a porta, de fichas de inscrição e prospectos explicativos. «Só na minha freguesia, que tem cinco mil habitantes, já aderiu 30 por cento da população», disse Mário Gouveia.
Numa primeira fase, o serviço vai funcionar em dois pólos - Pedrouços/Águas Santas e Gueifães/Milheiros - com um médico e um enfermeiro por equipa, apoiados por uma viatura. Dois meses depois, a Avale vai lançar uma clínica para cuidados médicos de especialidade, que ficará instalada na sede da Junta de Freguesia de Milheiros.
Medicina dentária, cardiologia, oftalmologia, ginecologia e obstetrícia são algumas das especialidades a cobrir, numa selecção que considerou as maiores lacunas no serviço prestado pelos centros de saúde.
Médicos trabalham por solidariedade
Alguns dos profissionais de saúde já recrutados «são amigos dos nossos amigos» e outros foram escolhidos na sequência de um anúncio de jornal, explicou Mário Gouveia. «De todo o modo, são todos profissionais que estão no projecto numa perspectiva de solidariedade», sublinhou.
Os primeiros pagamentos aos profissionais serão feitos por serviço prestado, mas o presidente da Avale equaciona fixar uma avença. Nas suas declarações à Lusa, Mário Gouveia considerou «inevitável» que todas as outras autarquias venham a assumir, por delegação, a gestão dos cuidados de saúde primários.
«Só espero que essas competências não fiquem centralizadas nas câmaras. Está provado que as juntas de freguesia ou associações de freguesias podem exercer melhor essa função, porque estão mais próximas das populações», sustentou o presidente da Avale.
Publicado por lisboa dakar às 20:33 0 comentários
quinta-feira, 8 de março de 2007
domingo, 4 de março de 2007
Um azar nunca vem só
1 - Não bastava perder as urgências,
Um troço com cerca de 15 metros de comprimento e seis de altura da muralha interior da Fortaleza de Valença ruiu hoje, quase atingindo duas crianças que brincavam nas redondezas.
2 - Não bastava o sacrifício de estar longe da terra mãe,
Cerca de mil portugueses e luso-descendentes manifestaram-se frente ao Consulado de Versalhes contra o encerramento deste e de mais cinco consulados em França
3 - Não há um único número certo neste país?
Os cadernos eleitorais continuam assombrados. Os dados mais recentes, que incluem valores fidedignos do número de não recenseados, dizem que o círculo do Porto tem 82 mil eleitores fantasma
4 -
Não é que é mesmo?
Não é que é mesmo?Publicado por lisboa dakar às 23:20 0 comentários
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